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Preços das casas atingem novo máximo em 2025

25 de março, 2026

Os preços da habitação em Portugal registaram uma forte aceleração em 2025, com o Índice de Preços da Habitação (IPHab) a subir 17,6%, mais 8,5 pontos percentuais do que no ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

A subida foi mais intensa no segmento de habitações existentes, cujos preços aumentaram 18,9%, acima dos 14,2% registados nas casas novas.

 

No último trimestre de 2025, os preços das casas cresceram 18,9% em termos homólogos, acelerando face ao trimestre anterior. Também aqui, as habitações existentes lideraram a subida, com uma variação de 20,9%, enquanto as novas aumentaram 13,7%.

Transações sobem e valor dispara

Ao longo de 2025 foram transacionadas 169.812 habitações, num total de 41,2 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 8,6% no número de operações e de 21,7% em valor face a 2024.

As casas existentes voltaram a destacar-se, com crescimentos de 9,5% em número e 25% em valor. Já as habitações novas registaram aumentos mais moderados: 5,3% no número de transações e 13% no valor.

 

Último trimestre com quebra nas vendas

Entre outubro e dezembro, foram vendidas 43.084 habitações, menos 4,7% face ao mesmo período do ano anterior, embora se tenha registado uma ligeira recuperação de 1,4% face ao trimestre anterior.

Apesar da quebra no número de transações, o valor total atingiu 10,8 mil milhões de euros, mais 5,9% em termos homólogos.

 

Famílias reforçam compras, estrangeiros recuam

As famílias continuaram a liderar o mercado, com 148.632 aquisições em 2025, mais 10,5% do que no ano anterior, totalizando 35,7 mil milhões de euros.

Em sentido contrário, os compradores com domicílio fiscal fora de Portugal reduziram a sua presença no mercado: adquiriram 8.471 habitações, menos 13,3% em número e menos 2,1% em valor, num total de 3,4 mil milhões de euros.

O ano de 2025 ficou assim marcado por uma forte valorização do mercado residencial, impulsionada sobretudo pelas habitações existentes e pela procura interna, apesar de sinais de abrandamento no final do ano e de menor participação de compradores estrangeiros.