Avaliação bancária da habitação mantém subida e fixa-se em 2.151 €/m² em março
29 de abril, 2026
O valor mediano de avaliação bancária da habitação em Portugal fixou-se em 2.151 euros por metro quadrado em março, registando uma subida homóloga de 16,5%, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. Em termos mensais, o aumento foi de 1,4%, o equivalente a mais 29 euros por metro quadrado.
No total, foram realizadas cerca de 32,8 mil avaliações no âmbito de pedidos de crédito à habitação, mais 10,8% face a fevereiro, mas menos 10,3% em comparação com o mesmo mês de 2025, sinalizando alguma desaceleração da atividade.
Apartamentos impulsionam subida
Os apartamentos continuam a liderar a valorização. O valor mediano de avaliação atingiu 2.511 €/m², traduzindo um crescimento homólogo de 21,2%. As regiões da Grande Lisboa (3.333 €/m²) e do Algarve (2.883 €/m²) registaram os preços mais elevados, enquanto o Alentejo e o Centro continuam a apresentar os valores mais baixos.
Por tipologia, os T1 atingiram 3.174 €/m², os T2 fixaram-se em 2.586 €/m² e os T3 em 2.170 €/m², concentrando a maior parte das avaliações.
Moradias sobem menos
No segmento das moradias, a valorização foi mais moderada. O valor mediano situou-se nos 1.542 €/m², com um aumento de 12,6% em termos homólogos e de 0,9% face ao mês anterior. Tal como nos apartamentos, a Grande Lisboa e o Algarve lideram os valores.
Interior mantém preços mais baixos
A análise regional evidencia assimetrias marcadas. Enquanto áreas como a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal continuam acima da média nacional, regiões do interior, como Terras de Trás-os-Montes e Beiras e Serra da Estrela, apresentam níveis significativamente inferiores.
Apesar da forte subida dos preços, o recuo no número de avaliações em termos homólogos sugere um mercado com menor dinamismo, num contexto de valorização contínua dos imóveis.